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Economia

Governo português assina venda de participação da TAP para a Lufthansa

Acordo inicial prevê a transferência de até 49,9% da companhia aérea por cerca de 1,2 bilhão de euros e abre caminho para debates sobre a privatização total.

Por 3 min de leitura

Governo português assina venda de participação da TAP para a Lufthansa
Governo português assina venda de participação da TAP para a Lufthansa

O governo de Portugal assina nesta terça-feira o contrato para a venda de uma participação de até 49,9% da TAP Air Portugal ao grupo alemão Lufthansa, após vencer a disputa contra a Air France-KLM. A operação, anunciada inicialmente em meados de outubro, envolve o pagamento de 1,201 bilhão de euros, o equivalente a aproximadamente R$ 7,32 bilhões, e prevê etapas futuras que podem culminar na privatização integral da companhia portuguesa.

A formalização do acordo foi confirmada pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, durante uma audição parlamentar. Na primeira fase da transição, a Lufthansa adquire diretamente 44,9% do capital social da empresa, enquanto uma fatia de 5% permanece reservada para os funcionários da companhia aérea. Caso os trabalhadores não exerçam o direito de compra dessa parcela, a proporção será absorvida pelo grupo alemão.

A proposta vencedora superou a concorrente franco-holandesa por apresentar termos financeiros considerados mais vantajosos e com menor grau de incerteza pelo executivo português. Além do valor injetado na primeira etapa, a oferta total contempla planos para expandir a frota da empresa para até 130 aeronaves, preservar a marca, manter a sede e o centro de conexões em Lisboa, além de reforçar a atuação da transportadora no Atlântico.

Para o Brasil, o negócio é de grande relevância, visto que a TAP figura como a principal empresa estrangeira dedicada exclusivamente ao transporte aéreo internacional no país. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil apontam que a companhia transportou quase 1,7 milhão de passageiros em milhares de decolagens em território brasileiro nos primeiros meses de 2026, conectando diversas capitais e cidades nacionais diretamente a Portugal e a outros centros europeus.

Especialistas do setor apontam que a associação com a Lufthansa pode trazer maior capilaridade e novas opções de conexões para os passageiros brasileiros, embora alertem que a ampliação da malha aérea não signifique necessariamente uma queda imediata nas tarifas. A concretização dos benefícios dependerá da organização logística e de como as empresas distribuirão os assentos e horários em suas redes integradas.

Em paralelo à assinatura do contrato desta primeira fase, o governo português já iniciou articulações políticas para avançar em uma segunda etapa da privatização, que prevê a venda do restante do capital social da TAP. A proposta global da Lufthansa abrange a troca de ações que colocaria o Estado português como acionista do grupo alemão, além de metas para mitigar os custos econômicos e financeiros acumulados pela companhia ao longo dos anos anteriores.

Fontes consultadas

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