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Economia

Itaú eleva taxa de financiamento imobiliário após alta nos juros futuros

Movimento segue decisão semelhante do Bradesco e busca refletir as condições atuais de captação de recursos no mercado financeiro.

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Itaú eleva taxa de financiamento imobiliário após alta nos juros futuros
Itaú eleva taxa de financiamento imobiliário após alta nos juros futuros

O Itaú Unibanco elevou a taxa mínima de juros para a concessão de crédito imobiliário, passando para 12,95% ao ano. A alteração, comunicada nesta quinta-feira, foi motivada pelas recentes oscilações registradas nas curvas de juros futuros no mercado financeiro nacional.

De acordo com a instituição financeira, a medida ocorre em um cenário de disparada dos juros futuros, impulsionada na última semana. Como o financiamento voltado para a moradia depende diretamente de recursos captados no mercado, os custos finais acabam sofrendo impacto direto dessas variações econômicas.

Em nota oficial, o banco explicou que o reajuste tem como objetivo principal refletir as condições vigentes de captação e assegurar a sustentabilidade das operações de crédito de longo prazo. A instituição destacou ainda que mantém o compromisso de oferecer taxas competitivas, variando conforme o perfil e o relacionamento do cliente.

A decisão adotada pelo Itaú segue o mesmo caminho tomado pelo Bradesco, que anunciou recentemente um aumento em suas próprias taxas de juros para o financiamento de imóveis, evidenciando um movimento generalizado entre os grandes bancos do país diante do cenário macroeconômico.

Paralelamente ao cenário de crédito mais custoso, o mercado imobiliário enfrenta desafios operacionais em outras frentes, como o surgimento de novas modalidades de fraudes. Casos recentes em Santa Catarina acenderam o alerta sobre criminosos que utilizam dados públicos de processos judiciais reais para abordar clientes de imobiliárias com cobranças indevidas e falsas promessas de indenização.

Especialistas do setor reforçam a importância de manter protocolos rígidos de segurança, recomendando que proprietários e inquilinos validem sempre os canais oficiais de atendimento, verifiquem a titularidade das contas bancárias em nome de pessoas jurídicas e desconfiem de abordagens que criem falsos cenários de urgência financeira.

Fontes consultadas

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