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Brasil

Justiça determina penhora de mansão de Renato Aragão por dívida de IPTU

Imóvel avaliado em milhões de reais no Rio de Janeiro foi alvo de ordem judicial devido a débitos acumulados de imposto.

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Justiça determina penhora de mansão de Renato Aragão por dívida de IPTU
Justiça determina penhora de mansão de Renato Aragão por dívida de IPTU

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a penhora e avaliação de uma mansão pertencente ao humorista Renato Aragão, conhecido como Didi, localizada no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da capital fluminense. A medida foi assinada pela juíza Kátia Cristina Nascentes Torres, da 12ª Vara da Fazenda Pública da Capital, após o ator não efetuar o pagamento de débitos referentes ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

O processo de execução fiscal envolve valores de impostos não quitados de anos anteriores. Enquanto fontes apontam que a dívida de IPTU gira em torno de R$ 548 mil a R$ 676 mil, a defesa do artista busca negociar um acordo com a Prefeitura para equacionar todas as pendências financeiras associadas à propriedade, que possui cerca de 3 mil metros quadrados e conta com infraestrutura completa, incluindo heliponto, piscina e campo de futebol.

Com a decisão de penhora, o imóvel passa a servir como garantia para a quitação do débito. Contudo, a medida não representa a perda imediata da residência. Renato Aragão foi nomeado depositário do bem, o que significa que ele continua responsável pela administração da propriedade durante o andamento do processo judicial, enquanto sua esposa, Lilian, também foi intimada.

Os advogados do humorista solicitaram à Justiça a suspensão temporária da ação e da ordem de penhora pelo prazo de 30 dias. A defesa argumenta que as tratativas com o município estão em fase avançada para a assinatura de um termo de transação individualizada, com o objetivo de quitar integralmente todas as dívidas relacionadas ao imóvel e evitar que ele vá a leilão.

Além da pendência com o município, o artista enfrenta outras questões judiciais, incluindo uma cobrança movida por sua filha mais velha, Juliana Rangel Aragão, relacionada a valores de um empréstimo anterior. A defesa do ator sustenta que ele apenas administrava os recursos herdados para proteger o patrimônio da filha.

A propriedade em questão é avaliada pelo mercado imobiliário entre R$ 18 milhões e R$ 20 milhões, fazendo com que o valor cobrado pela prefeitura represente uma fração menor do patrimônio total. O desfecho da situação agora depende do andamento das negociações entre a defesa de Renato Aragão e a administração municipal para a regularização dos pagamentos.

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