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Política

Lula propõe PEC para tarifa zero no transporte aos finais de semana

Anúncio do presidente na reta final da campanha eleitoral prevê financiamento por meio de emendas parlamentares.

Por 2 min de leitura

Lula propõe PEC para tarifa zero no transporte aos finais de semana
Lula propõe PEC para tarifa zero no transporte aos finais de semana

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (15), a dez dias do segundo turno das eleições presidenciais, que enviará ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição para instituir a tarifa zero no transporte público urbano em todo o país aos finais de semana. A medida tem como objetivo permitir que os cidadãos possam utilizar ônibus, trens e metrôs integrados gratuitamente para passear com suas famílias.

Em um vídeo publicado em suas redes sociais, o mandatário explicou que o impacto financeiro da gratuidade será custeado com o uso de verbas de emendas parlamentares. Segundo o presidente, a iniciativa dará utilidade pública direta aos recursos administrados pelos deputados federais, beneficiando diretamente a população de municípios que contam com transporte coletivo estruturado.

A proposta de isenção tarifária surge após discussões prévias na campanha do Partido dos Trabalhadores, que avaliava o modelo sob o argumento de viabilidade técnica e financeira. Cálculos preliminares da equipe econômica analisados nos bastidores apontavam anteriormente para um custo fiscal expressivo na tentativa de viabilizar uma estrutura unificada de gratuidade nacional.

O anúncio de forte apelo popular ocorre em meio a um cenário de acirrada disputa eleitoral no segundo turno contra o candidato opositor Flávio Bolsonaro. Analistas e operadores de mercado apontam que a medida faz parte de um pacote de ações sociais intensificado na reta final, que também inclui debates sobre a redução da jornada de trabalho e o perdão de dívidas para microempreendedores individuais.

A ofensiva de medidas voltadas para a área social, contudo, gerou reações negativas no mercado financeiro nacional. Investidores demonstraram preocupação com o risco fiscal decorrente de novas renúncias e custos, refletindo-se na alta do dólar e na retração do principal índice da bolsa de valores brasileira durante os pregões recentes.

Enquanto a campanha busca consolidar apoio com propostas de benefício direto ao cidadão, agentes econômicos monitoram de perto os desdobramentos fiscais e as expectativas traçadas pelas pesquisas de intenção de voto, que apontam um cenário de disputa acirrada para a votação marcada para o próximo dia 25 de outubro.

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