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Política

Meta arrecada R$ 288 milhões com campanhas e vira alvo de denúncias no TSE

Empresa dona do Facebook e do Instagram registra faturamento recorde com impulsionamento eleitoral, enquanto enfrenta acusações de favorecimento e falhas técnicas.

Por 2 min de leitura

Meta arrecada R$ 288 milhões com campanhas e vira alvo de denúncias no TSE
Meta arrecada R$ 288 milhões com campanhas e vira alvo de denúncias no TSE

As campanhas eleitorais brasileiras já destinaram cerca de R$ 288 milhões em pagamentos diretos para a Meta, proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, superando amplamente os valores registrados em pleitos anteriores. O crescimento expressivo da receita ocorre em um cenário em que outras plataformas adotaram restrições ou vetos totais a propagandas políticas, concentrando a demanda por impulsionamento digital nas redes da big tech.

Apesar do faturamento recorde, a empresa tem sido alvo de forte pressão de partidos políticos, organizações da sociedade civil e autoridades judiciais. Manifestantes protestaram em frente à sede da companhia na Avenida Faria Lima, em São Paulo, para exigir maior transparência nas decisões de moderação de conteúdo e o fim de supostas práticas de restrição de alcance a grupos políticos.

As tensões ganharam o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após representações apresentadas pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A campanha acusou a plataforma de adotar seletividade algorítmica e de prejudicar a distribuição de publicações de candidatos governistas, além de apontar falhas na ferramenta de inteligência artificial Meta AI, que se recusava a gerar imagens relacionadas ao atual presidente, mas aceitava comandos semelhantes direcionados ao adversário Flávio Bolsonaro.

Em decisão liminar, o ministro Marco Aurélio Bellizze determinou que a Meta trate as campanhas de forma isonômica, sob pena de multa diária de R$ 500 mil. O magistrado destacou que, embora não tenham sido encontradas evidências de dolo ou ação deliberada por parte da empresa, a proximidade do segundo turno e o risco de desequilíbrio eleitoral exigiam providências urgentes para assegurar a equidade na distribuição de conteúdos e na veiculação de anúncios.

A companhia negou reiteradamente qualquer tipo de interferência no processo eleitoral e atribuiu os episódios a incidentes técnicos globais. Segundo a Meta, as falhas decorreram de atualizações de código, lacunas pontuais em mecanismos de proteção contra fraudes e ajustes automáticos que afetaram anunciantes em diversos países, sem qualquer motivação ideológica ou direcionamento político.

Entre os principais investidores em impulsionamento digital nas redes da plataforma, o candidato Flávio Bolsonaro lidera os aportes declarados diretamente à empresa, seguido pelo presidente Lula. Relatórios internos obtidos pela imprensa e investigações conduzidas por laboratórios acadêmicos também apontam debates entre funcionários sobre o impacto de restrições algorítmicas, mantendo o debate sobre a responsabilidade das redes sociais no ecossistema democrático sob escrutínio da justiça eleitoral e do Ministério Público.

Fontes consultadas

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