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Paris Jackson processa administradores por fortuna de Michael Jackson

A filha do cantor acusa os gestores do espólio de má gestão e exige acesso a fundos avaliados em milhões de dólares.

Por 2 min de leitura

Paris Jackson processa administradores por fortuna de Michael Jackson
Paris Jackson processa administradores por fortuna de Michael Jackson

Paris Jackson, segunda filha do cantor Michael Jackson, entrou com uma ação judicial contra os responsáveis pela administração do espólio do artista. Na petição apresentada à Justiça, a cantora alega que os administradores estariam dificultando e bloqueando o acesso a recursos que, segundo sua interpretação do testamento, deveriam ser transferidos para um fundo familiar. O montante envolvido na disputa é estimado em cerca de US$ 600 milhões.

De acordo com os documentos judiciais, Paris sustenta que os valores já estariam disponíveis, mas ainda não foram repassados aos beneficiários previstos. O testamento deixado por Michael Jackson após sua morte em junho de 2009 estabelece a criação de um fundo destinado aos seus três filhos: Paris, Prince e Bigi. Conforme a interpretação da herdeira, os irmãos teriam direito aos rendimentos gerados pelo patrimônio a partir dos 21 anos.

Aos 28 anos, Paris também questiona a condução dos negócios por John Branca, um dos principais gestores dos bens do espólio. No processo, a cantora acusa os administradores de incompetência e má gestão financeira, afirmando que Branca utilizaria sua posição para dificultar questionamentos sobre a administração do patrimônio. Além disso, ela alega que os pagamentos recebidos foram reduzidos significativamente após desentendimentos com a gestão.

Os advogados de Paris apontam que o espólio arrecadou bilhões de dólares ao longo dos anos por meio de negociações expressivas. Entre as transações citadas estão a venda da participação na EMI Music Publishing para a Sony, a comercialização do rancho Neverland em 2020 e um acordo de 2023 com a Sony envolvendo os direitos musicais de Michael Jackson, que resultou em um pagamento substancial.

Em contrapartida, os representantes legais do espólio rejeitaram as acusações e classificaram as alegações como falsas. Segundo a defesa, mais de US$ 200 milhões já foram distribuídos em benefício dos três filhos do cantor. Os administradores argumentam ainda que a transferência integral dos recursos para os fundos individuais encontra impedimentos legais decorrentes de uma disputa pendente com a Receita Federal dos Estados Unidos, que cobra cerca de US$ 700 milhões em impostos e multas.

A defesa do espólio também ressaltou que, pelas regras do testamento, nenhum dos herdeiros recebe o valor principal do patrimônio antes de completar 30 anos de idade, sendo os repasses realizados até o momento referentes exclusivamente aos rendimentos e benefícios previstos. O caso seguirá sob análise da Justiça para determinar a validade das acusações e a interpretação correta das cláusulas testamentárias.

Fontes consultadas

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