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Política

PF prende deputado Márcio Canella e o delegado Marcus Amim no Rio

Ação da Polícia Federal cumpre mandados da Operação Unha e Carne contra esquema bilionário de lavagem de dinheiro.

Por 2 min de leitura

PF prende deputado Márcio Canella e o delegado Marcus Amim no Rio
PF prende deputado Márcio Canella e o delegado Marcus Amim no Rio

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a oitava fase da Operação Unha e Carne, resultando na prisão preventiva do deputado estadual eleito Márcio Canella e do delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil do Rio de Janeiro. A ofensiva, determinada pelo Supremo Tribunal Federal sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, tem como alvo uma organização criminosa armada suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para a lavagem de capitais.

Além de Canella e Amim, os mandados de prisão preventiva atingiram quatro inspetores da Polícia Civil, identificados como Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo. Um delegado identificado como Glaucio Paz da Silva foi alvo de mandados de busca e apreensão durante as diligências realizadas em sete municípios fluminenses.

De acordo com relatórios de inteligência financeira do Coaf citados pelas autoridades policiais, a estrutura investigada teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões ao longo de seis anos. No entanto, o montante representa o fluxo financeiro global mapeado no contexto das apurações e ainda passará por validação judicial para atestar a origem ilícita dos valores.

Para desarticular o esquema, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas aos investigados. Desse total, 96 estabelecimentos correspondem a postos de combustíveis apontados como instrumentos para ocultar e conferir aparência legal a recursos de origem criminosa.

As investigações apontam que os suspeitos poderão responder, conforme a individualização das condutas, por crimes que incluem organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel. A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento das ordens judiciais direcionadas aos agentes de segurança pública.

Márcio Canella havia sido detido anteriormente em julho, durante a sexta fase da mesma operação, após a localização de um fuzil em um veículo associado a ele, mas acabou liberado por decisão judicial e concorreu ao pleito de outubro, conquistando expressiva votação na Baixada Fluminense. O caso agora avança para uma nova fase judicial com a decretação da prisão preventiva dos alvos principais.

Fontes consultadas

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