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Economia

Ticketmaster aposta em inteligência artificial e enfrenta novos desafios legais

Enquanto a plataforma de ingressos reforça sua equipe técnica com foco em IA, o setor enfrenta processos judiciais e disputas nos mercados secundários.

Por 2 min de leitura

Ticketmaster aposta em inteligência artificial e enfrenta novos desafios legais
Ticketmaster aposta em inteligência artificial e enfrenta novos desafios legais

A Ticketmaster está reestruturando sua liderança tecnológica com um forte investimento em inteligência artificial, em um momento em que a empresa e o mercado de ingressos enfrentam intensa pressão regulatória e disputas judiciais nos Estados Unidos. Para combater ataques de robôs e melhorar a experiência dos usuários, a companhia contratou Jim Freeman como novo diretor de tecnologia, além de nomear especialistas em ciência de dados e produtos.

A guinada para a inteligência artificial inclui a incorporação da equipe da startup Raige.ai, adquirida em julho. Segundo o presidente global da Ticketmaster, Saumil Mehta, a tecnologia e os dados são fundamentais para garantir experiências confiáveis e seguras para fãs, artistas e locais de eventos.

Enquanto renova sua estrutura tecnológica, a empresa também lida com o escrutínio do mercado. No futebol americano, o atual contrato da NFL com a Ticketmaster para operar a plataforma secundária NFL Ticket Exchange expira em março, e concorrentes como o SeatGeek disputam a parceria durante a reunião dos proprietários da liga em Nova York.

No âmbito legal e regulatório, o mercado secundário de ingressos vive momentos de forte tensão devido a novas leis que limitam a revenda. Em Washington, D.C., a legislação conhecida como RESALE pretende fixar um teto de 10% acima do valor de face para a revenda de ingressos a partir de 1º de janeiro de 2027.

A medida gerou forte reação de empresas e associações do setor. Plataformas como SeatGeek, Vivid Seats, Gametime e TickPick, além da Associação Nacional de Profissionais de Ingressos e corretoras independentes, entraram com ações judiciais federais para barrar o limite de preço, argumentando que a lei viola proteções constitucionais e o comércio interestadual.

Críticos da medida e representantes de corretoras apontam que o teto de preço não reduz o custo final para o consumidor e pode afastar vendedores legítimos, prejudicando a concorrência. Por outro lado, legisladores e defensores da lei, como o vereador Charles Allen e grupos de locais de eventos, afirmam que as restrições servem para proteger os consumidores contra ágios abusivos praticados no mercado secundário.

A polêmica em torno dos preços dos bilhetes também se reflete em grandes eventos esportivos. A estreia oficial de LeBron James pelo Philadelphia 76ers na temporada da NBA gerou alta demanda, com ingressos comercializados em plataformas como a Ticketmaster alcançando valores expressivos que vão desde cerca de R$ 5,8 mil até mais de R$ 105 mil no Madison Square Garden.

Fontes consultadas

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