Bancos elevam taxas do financiamento imobiliário após alta de juros futuros
Bradesco, Itaú e Santander ajustaram as condições de crédito para a compra de imóveis devido ao encarecimento da captação de recursos no mercado.
Principais instituições financeiras do país elevaram as taxas de juros para o financiamento imobiliário, movimento atribuído à recente disparada das taxas de juros futuros após o período eleitoral. Entre janeiro e setembro, Bradesco, Itaú e Santander responderam conjuntamente por cerca de 55% do valor financiado para a aquisição de moradias no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
O Bradesco registrou o incremento mais expressivo, elevando a taxa mínima para a maioria dos clientes de 11,69% para 15% ao ano, acrescida da Taxa Referencial (TR). Especialistas apontam que um reajuste dessa magnitude pode funcionar como um mecanismo para desacelerar novas contratações temporariamente. Para o segmento Private, voltado a clientes com maior patrimônio, a taxa mínima passou a ser de 13,60% ao ano mais TR.
O Itaú Unibanco também revisou suas tabelas e passou a cobrar taxas que variam conforme o perfil do cliente, chegando a 14,85% ao ano mais TR para não correntistas. Por sua vez, o Santander informou que suas operações passaram a contar com taxas iniciais de 12,49% ao ano mais TR na modalidade SAC e de 15% ao ano na tabela Price para o público em geral, com vigência para propostas cadastradas a partir do final de outubro.
Analistas do mercado imobiliário explicam que o ajuste nas taxas decorre da elevação nos rendimentos dos títulos públicos e da curva de juros futuros. Como o crédito habitacional é uma operação de longo prazo financiada parcialmente por instrumentos de mercado, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), as variações nas expectativas econômicas impactam diretamente o custo de captação dos bancos.
Enquanto os três bancos privados implementaram aumentos, a Caixa Econômica Federal, instituição líder disparada nas contratações de crédito habitacional no país, optou por não se manifestar de imediato sobre eventuais reajustes devido a um período de silêncio anterior à divulgação de seu balanço financeiro. A postura da Caixa gera expectativa no setor por concentrar a maior parte da carteira de financiamento habitacional brasileira.
Especialistas em habitação alertam que as novas condições encarecem as parcelas mensais, elevam a renda mínima exigida para a aprovação do crédito e podem reduzir o poder de compra das famílias. Diante desse cenário, a recomendação para quem busca a casa própria é realizar simulações detalhadas em múltiplos bancos, avaliando não apenas a taxa nominal, mas também o Custo Efetivo Total (CET), que engloba tarifas, seguros e encargos obrigatórios da operação.
Fontes consultadas
- Financiamento imobiliário mais caro? Bradesco, Itaú e Santander elevam taxas; Caixa não se manifesta | G1 g1.globo.com
- Após Bradesco e Itaú, Santander também eleva juros do crédito imobiliário infomoney.com.br
- Em salto inédito, Bradesco sobe juro da casa própria para 15% ao ano poder360.com.br
- Santander anuncia mudanças no financiamento imobiliário a partir desta sexta-feira; veja o que muda publicidadeimobiliaria.com
- Hyundai Creta recebe descontos de até R$ 18,4 mil em outubro e vira pauta para quem acompanha os preços dos SUVs diariodepernambuco.com.br