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Economia

Bancos elevam taxas do financiamento imobiliário após alta de juros futuros

Bradesco, Itaú e Santander ajustaram as condições de crédito para a compra de imóveis devido ao encarecimento da captação de recursos no mercado.

Por 3 min de leitura

Bancos elevam taxas do financiamento imobiliário após alta de juros futuros
Bancos elevam taxas do financiamento imobiliário após alta de juros futuros

Principais instituições financeiras do país elevaram as taxas de juros para o financiamento imobiliário, movimento atribuído à recente disparada das taxas de juros futuros após o período eleitoral. Entre janeiro e setembro, Bradesco, Itaú e Santander responderam conjuntamente por cerca de 55% do valor financiado para a aquisição de moradias no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

O Bradesco registrou o incremento mais expressivo, elevando a taxa mínima para a maioria dos clientes de 11,69% para 15% ao ano, acrescida da Taxa Referencial (TR). Especialistas apontam que um reajuste dessa magnitude pode funcionar como um mecanismo para desacelerar novas contratações temporariamente. Para o segmento Private, voltado a clientes com maior patrimônio, a taxa mínima passou a ser de 13,60% ao ano mais TR.

O Itaú Unibanco também revisou suas tabelas e passou a cobrar taxas que variam conforme o perfil do cliente, chegando a 14,85% ao ano mais TR para não correntistas. Por sua vez, o Santander informou que suas operações passaram a contar com taxas iniciais de 12,49% ao ano mais TR na modalidade SAC e de 15% ao ano na tabela Price para o público em geral, com vigência para propostas cadastradas a partir do final de outubro.

Analistas do mercado imobiliário explicam que o ajuste nas taxas decorre da elevação nos rendimentos dos títulos públicos e da curva de juros futuros. Como o crédito habitacional é uma operação de longo prazo financiada parcialmente por instrumentos de mercado, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), as variações nas expectativas econômicas impactam diretamente o custo de captação dos bancos.

Enquanto os três bancos privados implementaram aumentos, a Caixa Econômica Federal, instituição líder disparada nas contratações de crédito habitacional no país, optou por não se manifestar de imediato sobre eventuais reajustes devido a um período de silêncio anterior à divulgação de seu balanço financeiro. A postura da Caixa gera expectativa no setor por concentrar a maior parte da carteira de financiamento habitacional brasileira.

Especialistas em habitação alertam que as novas condições encarecem as parcelas mensais, elevam a renda mínima exigida para a aprovação do crédito e podem reduzir o poder de compra das famílias. Diante desse cenário, a recomendação para quem busca a casa própria é realizar simulações detalhadas em múltiplos bancos, avaliando não apenas a taxa nominal, mas também o Custo Efetivo Total (CET), que engloba tarifas, seguros e encargos obrigatórios da operação.

Fontes consultadas

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