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Brasil

Defesa de Marcola tenta anular ação sobre lavagem de dinheiro

Advogados apontam irregularidades em investigações da Operação Vérnix, que também envolveu a influenciadora Deolane Bezerra.

Por 2 min de leitura

Defesa de Marcola tenta anular ação sobre lavagem de dinheiro
Defesa de Marcola tenta anular ação sobre lavagem de dinheiro

A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), apresentou uma resposta à acusação na última terça-feira (4/11) para tentar barrar uma ação penal sobre lavagem de dinheiro. O documento foi protocolado pelo advogado Bruno Ferullo perante o Ministério Público de São Paulo (MPSP).

A investigação em questão decorre da Operação Vérnix, deflagrada em maio deste ano com o objetivo de desarticular um suposto esquema de lavagem de recursos financeiros que teria movimentado milhões por meio de empresas de fachada. Além de Marcola, a ação policial teve como alvos três de seus parentes e a influenciadora Deolane Bezerra.

No documento entregue à Justiça, a defesa sustenta que os elementos probatórios apresentados pelo Ministério Público são insuficientes para justificar a responsabilidade penal atribuída aos investigados. Os advogados apontam falhas processuais que remontam à fase inicial das apurações, o que, em seu entendimento, comprometeria a validade dos atos processuais.

A equipe jurídica também solicitou acesso integral a elementos da investigação que ainda não teriam sido disponibilizados aos réus, além de requerer a realização de novas diligências consideradas indispensáveis para garantir o contraditório e o direito à ampla defesa no âmbito do processo.

A Operação Vérnix ganhou grande repercussão nacional devido à inclusão da influenciadora Deolane Bezerra entre os investigados. De acordo com as autoridades paulistas, o esquema utilizava uma transportadora de fachada sediada na região de Presidente Venceslau, no interior paulista, para movimentar e ocultar valores ilícitos da facção criminosa.

Os registros apontam que parte dos recursos gerados pelas atividades do grupo teria sido repassada para contas bancárias ligadas à influenciadora digital. Os investigadores afirmam que ela recebeu depósitos fracionados, técnica conhecida como smurfing, totalizando mais de um milhão de reais entre os anos de 2018 e 2021.

Outro ponto levantado pelas investigações indica que Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola e também defendida pelo mesmo escritório, seria um dos elos de ligação entre a influenciadora e a cúpula da organização criminosa investigada pelo Ministério Público.

Enquanto aguardam a manifestação oficial da promotoria e a posterior apreciação dos pedidos formulados pelo juízo responsável pelo caso, as defesas negam categoricamente todas as acusações formuladas e reforçam que os suspeitos devem responder ao processo em liberdade.

Fontes consultadas

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